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domingo, 8 de agosto de 2010

Um Companheiro Inesquecível


Susanna Tamaro, autora italiana conhecida com um dos seus bestsellers Vai Até Onde Te Leva o Coração, lançou em 2008 uma obra intitulada Um Companheiro Inesquecível.

Esta estória não tem propriamente um cariz romântico, mas toca no amor que se pode nutrir por um animal de estimação encontrado por nós em qualquer local, até mesmo no caixote de lixo embrulhado em qualquer coisa. Isto é o que acontece com Anselma, uma senhora de meia-idade que reside em Roma sozinha e que até então vivia para sobreviver e não para viver. Um papagaio da Amazónia com as cores do arco-íris que lhe faz pensar na sua vida, fazendo com que ame de novo, esquecendo o marido que afinal não tinha ficado coxo no serviço militar, e os dois filhos que querem que a mãe tenha companhia a tempo inteiro para atenuar as suas preocupações pouco partilhadas pela nora e genro, respectivamente.

Anselma vai fazer de tudo para proteger o seu animal de estimação, até ponderar a sua própria existência. Uma narrativa que explora alguns retornos ao passado da personagem, entre idas e vindas, pessoas que passaram, como a melhor amiga Luisita, colegas de profissão, entre outros. Uma quebra nas rotinas estabelecidas, naquilo que já não fazia há anos e no que de novo ainda fará.

domingo, 1 de agosto de 2010

O Clã da Loba


O Clã da Loba - Livro I da saga A Guerra das Bruxas de Maite Carranza, escritora espanhola, é o primeiro de um mundo real onde as bruxas existem, como o próprio nome indica.

Anaíd parece uma rapariga diferente para a sua idade, na medida em que é pouco desenvolvida para os catorze anos, muito inteligente e sabichona. Entretanto, a mãe Selene desaparece, tudo indica ser por exclusiva vontade, mas a filha tem a certeza que não, embora haja alguns momentos de hesitação. A rapariga passa a estar à guarda de Criselda, a irmã da avó Deméter, que já havia morrido.

Com a saída de cena de Selene, Anaíd descobre que afinal é uma bruxa Omar, isto com o auxílio das amigas de Selene e também bruxas.

A existência das bruxas Omar e Odish, não é pacífica devido a histórias passadas. Tudo indica que Selene é a eleita que cessará a guerra entre os dois tipos de bruxas. Assim, Anaíd vê-se obrigada a resgatar a mãe, que é "sequestrada" pelas Odish, com o intuito de serem estas as vencedoras.

Uma aposta da Editorial Presença neste ano que comemora os seus cinquenta anos.

sábado, 21 de novembro de 2009

"Traída" da saga Casa da Noite


Fresquinho e ainda na cabeça encontra-se Traída de P. C. Cast e Kristin Cast, segundo volume da Saga da Casa da Noite da Editora Saída de Emergência.
Tudo parecia encaminhado neste novo mundo que a acolhera, embora o que pareça às vezes não seja realmente a verdade. Zoey Redbird, a heroína, depara-se com situações completamente díspares relacionadas com o que antes tinha como definido, até o comportamento da Sumo-Sacerdotisa Neferet - a "directora" do estabelecimento de ensino.
Entre mortes inesperadas de humanos e de colegas e amigos iniciados em mudança para vampyros, tudo parece desabar-se. Sem contar com os problemas amorosos naquele triângulo que mais parece um quadrado, dividida entre um humano, um em mudança e um vampiro poeta.
Já estou à espera do terceiro volume, Escolhida. Que decisões tomará a iniciada mais avançada da Casa da Noite?

domingo, 6 de setembro de 2009

Marcada - P. C. Cast e Kristin Cast

Nota: Este post poderá conter informação a mais para quem não queira saber algo sobre a Saga Casa da Noite.

Já terminei a leitura de Marcada de P. C. Cast e Kristin Cast da editora Saída de Emergência. No início achei estranho estar na contra capa o nome da personagem principal "Zoey Redbird" e no início do livro "Zoey Montgomery" - podia ser um erro. Só depois percebi que não, afinal o sobrenome "Redbird" tem mesmo razão de ser.
Sobrenomes antagonistas à parte, no início vejo uma Zoey estranha que tem uma melhor amiga tagarela e aborrecida, uma tal de Kayla. Até que é marcada por um Caça-Cabeças - não se trata de um assassino em série que corta as cabeças e colecciona-as. - Apenas, tatua uma marca na cabeça de jovens seleccionados para frequentarem uma escola de vampyros (o "y" está no livro) chamada Casa da Noite - por acaso também é o nome da Saga. Também há o Heath, um ex-quase namorado, que não a deixa em paz, além de ser bêbado.
Entre um mãe ausente, um padrasto do pior, uma irmã chefe de claque e um irmão "nerd", Z só conseguirá ir para a nova escola com auxílio da avó. Lá, encontra amigos, inimigos e alguém especial, Erik.

O segundo livro da saga Casa da Noite, Traída, estará disponível a partir de dia 11 deste mês.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Um Corpo de Duas Mentes (e mais alguma coisa)

Após alguns tempos de ausência, é tempo de voltar a escrever algo aqui no Talismã. Sim, depois de alguns episódios próprios de Verão, ainda não sei bem o que hei-de de mencionar. Entre sucedidos, algo terá ênfase.

Na questão das leituras, acabei por repetir um livro, desta vez, ao detectar outros pormenores, um pouco ignorados então, na altura da sua estreia no meu universo literário: Nómada, já teve direito a primeira página aqui neste blogue. É impressionante como a presença de um corpo de duas mentes pode ser conflituosa e controversa. O que o corpo deseja, uma das personalidades não aceita, nem vice-versa. Como é que se pode viver assim? Com algum sacrifício. Nesta questão, a Alma tem mais hipótese de sucesso, mesmo que a mente pertencente ao corpo hospedeiro se recuse a desaparecer para todo o sempre.
Entre leituras, a música também teve espaço. Deolinda, um projecto de fado que atrai pessoas de todas as idades, proporcionou um concerto abençoado, embora divertido com pequenas estórias introdutórias às canções, ambas contadas e cantadas por Ana Bacalhau, a intérprete. "Clandestino", "Fado Toninho" e "Fon Fon Fon" (em baixo, vídeo do tema ao vivo no Top+) - estas duas últimas com direito a bis no final - e até um fadinho de Amália proporcionaram momentos de descontracção e até de dança à plateia ao ar livre.

Espero não demorar muito a publicar uma nova entrada no blogue. Quem sabe?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

É a regressar que espero partir

Apetecia-me embarcar num voo de ida, sem volta. Daqueles que só se paga metade e a outra fica dentro do bolso para se gastar no alojamento, alimentação e outras coisas. Apetecia-me ir para o outro lado do mundo viver outras culturas e respirar outros ares - poluídos ou não. Já não se pode pedir muito. Dava-me jeito um meio de transporte, nem que fosse uma bicicleta sem motor, onde se pudesse pedalar ao sabor do vento a arrefecer a cara.

Um deserto seria o ideal: miragens, sede, dificuldades de respiração, desidratação e andar com chaile branco na cabeça e outras roupas claras. Mesmo que a bicicleta se enterrasse na areia - má ideia. Ah! como seria gratificante chegar a uma fortaleza francesa daquelas retratadas nas aventuras de Tintim. Pelo menos teria onde dormir e alimentar-me, tirando todas as outras desvantagens.
Na secção de animais viajantes, Milú terá sido o cão com mais sorte de toda a ficção: foi até onde o dono quis ir e o barco esteve entre os meios de transporte utilizados. Até o cheiro a charutos inalou.

Agora, em relação a viajar no mar e até submergir neste, lembrei-me da Menina do Mar, obra de Sophia de Mello Breyner Andresen (cujo aniversário da morte se comemorou ontem), onde uma menina que cabe na palma da mão mostra o oceano e a sua beleza a um rapaz da praia. Recordo-me da sua leitura há muito tempo atrás, uma estória obrigatória na sala de aula. Contudo, o conto que mais aprecio criado pela autora é "A Viagem" - é impressão minha, ou hoje o tema desta minha dissertação está confinado ao acto de zarpar para outros lugares? -, algo que me faz pensar sempre que o leio, contido na obra Contos Exemplares. Tudo desaparece. O seu companheiro de viagem, o caminho já percorrido e as amoras num milagre das rosas sem realezas. Porque haveria de existir alguém do outro lado do precipício? A esperança reside mesmo nos actos mais desesperados.

"- Ah! - exclamou a mulher - tão depressa! Tão depressa desaparece tudo! Encontramos as coisas. Estão ali. Mas quando voltamos já desapareceram. E nem sabemos quem as desfez e as levou."
in "A Viagem", Contos Exemplares de Sophia de Mello Breyner Andresen

E com isto, já me fui embora e já voltei. É tão bom voltar, e é a partir que espero regressar.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Amanhecer: 3.º livro, o de Bella

Nota: Antes de algo, tenho que advertir para o caso de mencionar tópicos demasiado importantes neste 4.º/restantes livro(s) da Saga Luz e Escuridão. Posso ser evasiva ao ponto de desvendar algo crucial ou que ainda não seja do conhecimento de algum leitor actual/futuro.

Precisamente, quinze dias após adquirir o último livro da Saga Luz e Escuridão, Amanhecer, chego à última página preenchida de letras a tinta negra.

A terceira divisão deste livro, a de Bella, relata uma nova lista de novidades após a sua transformação em vampira - isso, depois de quatro livros a ouvir falar na sua vontade de não envelhecer mais que Edward, juntamente à de converter-se ao mundo dos imortais. Dizem que à terceira é de vez, mas o dilúculo só sucedeu à quarta tentativa neste cenário mítico construído por Steph, a autora.

É evidente que os problemas de desequilíbrio e a fragilidade física - sem falar na mental, quase sempre fortificada, começando pela sua mente fechada, sem poder ser acedida por Edward, o leitor de mentes - passaram a não existir. "Anormalidade" mental que acabou por se traduzir num Escudo protector, de características elásticas e que influenciou, revelando-se até fulcral numa quase batalha travada contra os italianos Volturi, Anciãos e ditos defensores da classe vampírica no mundo. Pseudo-batalha com algum fundamento na suposta presença e criação de uma Criança Imortal com características vampíricas pelo Clã Cullen, o que não passou de um mero equivoco e cegueira de Irina (os lobisomens aniquilam o seu companheiro Laurent em Lua Nova - 2.º livro), um frio do sexo feminino da família Denali do Norte, amicíssima dos Cullen. Afinal, a tal criança que vira a caçar com Bella e Jacob na floresta, era Renesmee, filha de Edward e Bella, gerada e nascida enquanto esta última ainda era humana. Irina, na sua atitude espia, não reparara nem sentira o coração e essência diferentes provenientes da menina, ao contrário das crianças imortais outrora aniquiladas pelos Volturi, apressando-se a juntar o útil ao agradável e ao temível com a sua denúncia às autoridades.

Com todo este cenário destruidor previsto por Alice, deixou passar a impressão que abandonara a sua família, o que não foi bem verdade. Isto só sucedeu com um objecto muito definido e que surtiu efeito.

Ao contrário do que se pensava, após a transformação de Bella, Jacob não se foi embora, nem os lobos tentaram um descarte do "monstro", pois Renesmee fora alvo da marcação pelo lobisomem Alfa por direito, acontecimento incontrolável.

É evidente que recomendo a leitura destes quatro livros a sedentos de estória cativantes e que agarram o leitor até à última página. Depois do lançamento do sétimo e último livro do feiticeiro mais conhecido do mundo, Harry Potter e os Talismãs da Morte de J. K. Rowling, que não encontrava uma saga assim, ao ponto de saciar-me tanto a sede de leitura.

P.S.: O último capítulo é o "Felizes para Sempre". Prefiro não dizer mais nada, porque para bom entendedor, meia palavra basta.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Amanhecer: Livro dois, Jacob

Nota: Antes de algo, tenho que advertir para o caso de mencionar tópicos demasiado importantes neste 4.º/restantes livro(s) da Saga Luz e Escuridão. Posso ser evasiva ao ponto de desvendar algo crucial ou que ainda não seja do conhecimento de algum leitor actual/futuro.


O Livro Dois, o de Jacob, consiste na parte da estória depois de Bella saber que está grávida, até ao nascimento do "monstro", como Jacob o intitula. Como já tinha dito, os títulos dos capítulos são extensos e muito expressivos, até com algum sarcasmo. Não me consigo deixar de recordá-lo como um mártir, uma personagem que sofre - isto pode não ter sentido, mas parece que encontrei uma espécie de Lua Nova dentro do Amanhecer, em que o lobisomem é aniquilado por dentro e acaba sempre por voltar a encontrar Bella, mesmo que se tenha despedido ou deixado a sensação que jamais a voltaria a ver. Sim, Jacob vive numa espécie de escuridão e desespero. Nem mesmo as conversas e os sentimentos de Leah, outro elemento da alcateia, o atenuam, sendo ela também alvo de um amor não correspondido, tal como ele.

Quando depara-se com a felicidade de Edward, Bella e o "monstro", na primeira vez que Edward se demonstra menos relutante, deixando de chamar ao seu filho "feto", e acrescentando que este ama a mãe - Bella -, o lobisomem fica desorientado, só com vontade de sair daquele cenário. Edward, ao ler-lhe os pensamentos, manda-o ir-se embora, lançando-lhe as chaves de um carro. Jacob não demonstra cerimónia e faz-se à estrada. A questão de marcar em lobisomens não lhe dizia nada, porque ainda antes de se transformar e saber que algum dia pertenceria a uma alcateia ou mesmo que seria um Alfa por direito, já alimentara um amor por Bella. Estaria Leah certa ao ponto de que bastaria marcar uma rapariga qualquer para todo aquele sofrimento que sentia desaparecer? Contudo, a sua investida foi inútil, não conseguira marcar ninguém no meio de tantas raparigas que encarara.

Em Lua Nova, também Bella tenta seguir em frente. Após a partida de Edward, chega a ponderar deixar entrar na sua vida Jacob de um ponto de vista diferente da amizade, mas isso não acontece. Acaba por não ceder, nem esquecer o vampiro que lhe havia mudado a vida para sempre, chegando ao ponto de chamar o perigo e mesmo saltar penhascos, só para ouvir a sua voz.

O que Jacob não estava à espera é que "se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé". Não precisaria de procurar mais. A marcação ocorreria, mesmo que fosse pelo ser que mais quisesse ver fora do baralho, até pelas suas próprias mãos.

P.S.: Parece que o aniversário de Edward foi no dia 20: 108 anos.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Amanhecer: perspectiva de leitura


Nota: Antes de algo, tenho que advertir para o caso de mencionar tópicos demasiado importantes neste 4.º/restantes livro(s) da Saga Luz e Escuridão. Posso ser evasiva ao ponto de desvendar algo crucial ou que ainda não seja do conhecimento de algum leitor actual/futuro.

No sexto dia após o seu lançamento, comprei-o. Amanhecer, a tradução portuguesa do último livro da Saga Luz e Escuridão de Stephenie Meyer, como já referi anteriormente, foi lançado a 9 de Junho passado. Aquando da sua compra, já adquiri um exemplar da 2.ª edição - preferia que tivesse sido da 1.ª, mas o que importa é mesmo o prazer de lê-lo.

O livro está dividido em três, dois sob o ponto de vista de Bella, a personagem principal, e um terceiro, e intercalado entre os dois últimos, sob a visão de Jacob, o lobisomem e amigo desta. O primeiro livro foi lido a uma velocidade normal, sete capítulos que relatam o sucedido após o pedido de casamento feito por Edward (vampiro) a Bella (Eclipse - 3.º livro), algo que esta nunca encarou com muita naturalidade, nem mesmo de ânimo leve - embora fosse o que sempre quis, ter Edward para sempre na sua vida.

Agora, já no 2.º livro, o de Jacob, e no 12.º capítulo da obra, a perspectiva deste é deliciosa: os títulos dos capítulos são tudo menos incisivos e resumidos; o humor que possa estar presente em determinados discursos, principalmente no conflito interno deste, ou mesmo com os restantes elementos da Alcateia de que faz parte; e também ao mencionar os vampiros. Além do seu relato de Bella, que acaba por enriquecer a leitura - ter outro locutor faz com que outras peças do puzzle se encaixem.

Voltarei a publicar algo atempadamente, relacionado com leituras ou não.

terça-feira, 9 de junho de 2009

"Amanhecer" já à venda!


Amanhecer, tradução portuguesa de Breaking Dawn, está disponível nas livrarias a partir de hoje. Este é o quarto volume da Saga Luz e Escuridão/Twilight da autora Stephenie Meyer - em Portugal, as Edições Gailivro são responsáveis pela sua edição.
Finalmente, a tão aguardada tradução do final desta saga, que tanto encantou fãs por este mundo fora, chega às nossas lojas. Uma estória com vampiros, lobisomens e humanos muito sumarenta, cativante, apaixonante, até ao ponto de tirar o ar.

Sinopse

"Amares aquele que te matava, deixava-te sem outra opção. Como poderias fugir, como poderias lutar, se ao fazê-lo magoavas o teu amor? Se a tua vida era tudo o que tinhas para dar, como poderias recusá-la? A alguém que amavas verdadeiramente?"

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Poirot e as jóias do príncipe: depois da leitura



Os restantes vinte capítulos do livro Poirot e as Jóias do Príncipe foram lidos num ápice. Mais um policial de Christie que me deixou de olhos colados às páginas com o intuito de saber o que estava por detrás de todo o mistério e assassinatos de três professoras da escola de Meadowbank.
Afinal Poirot aparece mesmo – pensava que não, tal a falta de brevidade – no capítulo dezassete, associado a uma das alunas, Júlia Upjohn (ver artigo relacionado com este aqui), que o deixar com um problema “entre mãos”.

A obra também fala de desporto, nomeadamente, ténis – as raquetes serão objectos chave neste mistério –, e natação. É bom incutir na sociedade o espírito competitivo, e acima de tudo, “uma mente sã em corpo são”.

Algumas questões pendentes estão presentes. As jóias saíram de Ramat? Sim. Para onde? Se a maior parte da obra ocorre no Reino Unido, a resposta já está dada. Agora, o mais inquietante é não se saber o que se tem, nem o verdadeiro significado da nossa “bagagem”. Porque o significado de um objecto pode ser diferente para cada pessoa, mesmo que seja uma pedra preciosa, ou uma simples concha encontrada no fundo do mar. Tudo depende de como é à nossa vista: aspecto, proveniência, quem a deu, o que nos faz lembrar - uma viagem, uma situação, ou mesmo alguém.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Poirot e as jóias do príncipe: uma definição de ciúme


Rei Luís XIV de França
Wikipedia®

Mais um policial de Agatha Christie está na minha bagagem de mão, ei-lo, Poirot e as jóias do príncipe, número trinta e um da colecção Vampiro Gigante, Edição Livros do Brasil. Leio este depois do Cabo da Víbora, até porque estão os dois no mesmo livro, é daqueles packs dois em um, mas não sei se só paguei um... Também não importa.
Cenário: uma escola para raparigas na Inglaterra chamada Meadowbank, parece muito conceituada na altura. Há uma pequena parte que se passa em Ramat, no médio Oriente - o príncipe Ali é de lá. Como o próprio título indica, vão haver jóias à mistura e Poirot vai aparecer - sim, ainda não surgiu, só estou no quinto capítulo.
Estava eu a ler uma carta de uma das alunas, nesse caso Júlia Upjohn, à mãe, onde divulga a sua experiência no estabelecimento e a convivência com colegas e professoras, entre as quais, Miss Rich e deparo-me com uma definição soberba da palavra "ciúme", o que me leva a questionar se seria esta a opinião de Christie ou um mero significado pré-estabelecido.

Citação: "Outro dia falou-nos (Miss Rich) de lago (deve ser erro dactilográfico, talvez "algo") e dos seus sentimentos, disse-nos muitas coisas acerca do ciúme, que nos corrói o espírito, nos enlouquece de sofrimento e até nos leva a desejar ferir a pessoa a quem amamos."

Teria Maria Teresa ferido Luís XIV de França por ciúme de uma aia, ainda mais bela do que ela? Luís não se importou nem um pouco com a decisão de Maria Teresa em mandar a aia para um convento. Porquê? Arranjou logo outras distracções. Maria Teresa nunca seria mais do que a rainha e isso mesmo. O que me leva a crer que o sofrimento ainda possa ser pior, se depois de todas essas manifestações de ciúme, não haver sinal da outra parte. (Não nos podemos esquecer que os casamentos entre reis e rainhas eram negócios, pode não ser o melhor exemplo).

terça-feira, 19 de maio de 2009

Ficção policiária: Cabo da Víbora


Policiais são matreiros e verdadeiros quebra-cabeças de diferentes níveis de dificuldade. Agatha Christie foi de facto "uma das maiores assassinas do seu tempo", no bom sentido é claro. Contudo ainda continua a fazer "vítimas" em cada livro seu lido, em cada caso resolvido. A literatura mistério é isso mesmo, um enigma até ao fim, um desafio da esfinge.

Cabo da Víbora/Ordeal By Innocence é uma obra interessante com questões e pontas soltas até às últimas páginas. O assassinato de Rachel Argyle parecia um caso arrumado, até surgir Arthur Calgary a servir de álibi para Jacko Argyle, um dos filhos adoptivos de Rachel e suposto assassino. A vinda deste desconhecido à residência dos Argyles ao Cabo do Sol vai mudar muito a vida desta família, uma desorganização total. O ponto substancial é que Calgary sentir-se-á responsável por esta bagunça e onda de desconfianças, tornando-se o "Poirot" desta obra - Poirot não é personagem neste livro.

Se algum dia as tuas palavras ou actos influenciassem tanto a vida e relações interpessoais de um grupo, seria óbvio que tentasses solucionar o problema. Mas até que ponto fazermos aquilo que está certo significa o mesmo para os outros? Nem sempre. Porque o que acho importante pode não o ser para ti. Porque as pessoas se interessam consigo e com a sua esfera, deixando de parte o que fica depois da vedação delimitada por elas próprias, aquela linha imaginária. É o mesmo que saber que o aquecimento global possa ter determinadas consequências, entre elas, o aumento do nível da água do mar e não nos importarmos com as ilhas que possam ficar submersas, pois não nos afecta directamente, e continuarmos a poluir de forma desalmada.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Nómada: uma estória de ficção científica q.b.


Estava eu a acabar de ler Nómada de Stephenie Meyer e não queria cessar a leitura sem comentar algo a seu respeito. Tal como pode ser visto na barra lateral deste blogue, em Bagagem de Mão, está esta obra, juntamente com Dead until Night de Charlaine Harris, da Saga Southern Vampire/Puro Sangue (em Português)/de Sookie Stackhouse, como quiserem, já vi tantas hipóteses (uma estória de vampiros).
Nómada é a personagem principal, introduzida num corpo de uma hospedeira humana, Melanie Stryder. Por razões que não vou enumerar, Mel recusa-se a desaparecer, logo Nómada não consegue atingir os objectivos de se apoderar completamente do corpo de Melanie.
Um romance de ficção científica muito agradável à leitura. No início pode ser um pouco menos interessante, mas a partir de uma altura é difícil arredar pé do enredo. E assim deixo um rastilho aceso à curiosidade.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Livros versus e-books

Algo que vem muito ao de cima é a questão dos livros electrónicos (e-books). Sim, aqueles que se lêem através do monitor de computador.
É algo que ainda não compreendo, talvez os meus filhos e netos um dia irão entender... Porque eu ainda sou muito conservadora neste tipo de coisas. Não me imagino desprovida de livros no sentido literário da palavra, daqueles de papel, normal ou reciclado (que o reciclado é mais saudável para a nossa Terra), que se tocam e folheiam.
Como é agradável folhear um livro de tipo e tamanho de letra convidativos à leitura... Já imaginaram o que seria não pôr um separador físico na página que se cessou a última leitura? E a não ida a uma livraria para comprar a última obra do nosso autor favorito? Nem quero imaginar, que já me dói a alma de remorso. As saudades de andar a remexer e mexer nas prateleiras...
É claro que o futuro para aí caminha e que talvez daqui a uns anos seja uma relíquia ter um livro na estante (espero ter muitos para recordar!). Onde estarão as bibliotecas privadas? Espero que as públicas continuem a existir, espaços onde se inspira cultura e silêncio. Este último, muito importante!